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 Edição: 43 - Ano 03
Notícias do Mercado
Desenvolvendo nossos talentos
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Desenvolvendo nossos talentos - Jornal Construção & Cia
  Desenvolvendo nossos talentos
   
 
Nunca se falou tanto em talentos como nos dias atuais. Mas o que eles vêm a ser? Se olharmos para o nosso “manual do fabricante”, alguém já usou uma parábola sobre talentos e falou de três tipos deles. Nela, o primeiro personagem usou o seu talento e multiplicou-o; o segundo o manteve simplesmente como o recebeu; e o terceiro nem sequer o utilizou, guardando-o debaixo da terra. De que forma você está empregando seus talentos? Como os recebemos de graça, deveríamos no mínimo fazer uso deles – para não dizer “tentar desenvolvê-los”. Por mais que, às vezes, possa parecer que outras pessoas foram abençoadas com mais aptidões do que nós, deveríamos nos esforçar para reconhecer o que sabemos fazer bem e nunca esconder esses dons. Alguns de nós somos líderes como Moisés ou bons oradores como Aarão; outros são atletas, cantores ou tocam bem um instrumento. Outros ainda podem ser habilidosos em trabalhos manuais. Há pessoas que têm a capacidade de entender os demais, de ser pacientes, de animar ou de ensinar. O que podemos fazer para desenvolver os nossos talentos? Em primeiro lugar, descobri-los, e não enterrá-los. Certa vez ouvi uma história de um jovem muito curioso que foi a uma cidade muito rica e pediu para que o prefeito desta lhe mostrasse as riquezas do lugar. O anfitrião levou o visitante aonde realmente estavam as maiores riquezas de sua cidade: a um cemitério. Então, o rapaz perguntou indignado: “O que estamos fazendo aqui no cemitério?” E o prefeito respondeu: “Aqui estão enterrados os maiores talentos e riquezas de nossa cidade”. Essa história e a parábola dos três talentos não fazem com que pensemos ao menos um pouco em nós mesmos, no sentido de nos esforçarmos para desenvolver nossos próprios dons? Apesar de o mundo ter chegado ao grau de evolução a que chegou, o homem não utilizou 10% de sua capacidade intelectual para tal fim. No mundo globalizado em que vivemos, as facilidades existentes para nos desenvolvermos são inúmeras. Deveríamos, portanto, colaborar para diminuir essa nossa capacidade intelectual ociosa, utilizando-nos de informação, tecnologia, pesquisa, estudo. O que falta para muitos de nós é garra, persistência e determinação para aprimorar nossos talentos – entretanto, é necessário acreditar em nós mesmos para cultiválos e compartilhá-los com os outros. Tomemos os exemplos de Demóstenes, que superou a fraqueza dos pulmões e a gagueira para se tornar um dos maiores oradores de todos os tempos, e o de Beethoven, que compôs suas melhores obras depois de tomado pela surdez. Thomas Edison, por sua vez, disse a seguinte frase: “Se todos nós fizéssemos as coisas que somos capazes de fazer, iríamos literalmente espantar a nós mesmos.” Então, coragem! Você possui talentos incríveis! Não os esconda!


Ermari Zanini
Consultor da De Bernt Entschev
zanini@debernt.com.br